Ex‑príncipe Andrew é detido no Reino Unido
O ex‑príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã
de quinta‑feira sob suspeita de má conduta no exercício de função pública.
Segundo as autoridades, ele é investigado por supostamente
ter repassado documentos comerciais confidenciais ao financista Jeffrey
Epstein, condenado por crimes sexuais e já falecido.
A detenção ocorreu no mesmo dia em que Andrew Mountbatten‑Windsor
completou 66 anos.
A operação policial aconteceu na propriedade de Sandringham,
no leste da Inglaterra, residência ligada à família real. Pelo menos seis
veículos descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana participaram da
ação.
Testemunhas relataram que um dos policiais deixou o local
carregando um laptop fornecido pela polícia, após cerca de meia hora de buscas.
Em seguida, os veículos deixaram a propriedade.
Um porta‑voz da Polícia do Vale do Tâmisa confirmou que
Andrew permanece sob custódia enquanto as investigações continuam. Caso seja
condenado pela acusação de má conduta em cargo público, o ex‑príncipe poderá
enfrentar uma pena máxima de prisão perpétua, conforme previsto na legislação
britânica.
Em meio à repercussão do caso, o rei Charles III, irmão de
Andrew, declarou apoio total e irrestrito às investigações. O monarca ressaltou
que o processo deve transcorrer sem interferências e afirmou que a lei precisa
seguir seu curso, independentemente da posição ocupada pelo investigado.
As acusações ganham ainda mais peso após a divulgação de
novos elementos ligados aos chamados “arquivos de Epstein”. De acordo com essas
informações, Andrew teria se encontrado com diversas mulheres durante viagens
custeadas com recursos públicos.
Entre elas estaria uma modelo chinesa. Mensagens e
fotografias consideradas depreciativas sobre esses encontros teriam sido
enviadas por um assessor ao próprio Epstein.
As revelações surgem em um momento delicado para Andrew, que
já enfrentava a possibilidade de uma investigação policial por supostamente
usar sua função como enviado comercial do Reino Unido para compartilhar
informações confidenciais com o financista.
Fonte: AP




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