Líder do Judiciário Iraniano pretende executar manifestantes
Gholamhossein Mohseni-Ejei O presidente do Supremo Tribunal do Irã, Gholamhossein
Mohseni-Ejei, declarou publicamente que o governo pretende acelerar os
julgamentos e execuções de manifestantes detidos durante os protestos que têm
abalado o país.
Em um vídeo divulgado pela TV estatal, Mohseni-Ejei enfatizou
a necessidade de agir sem demora: “Se queremos fazer algo, temos que fazer
rapidamente. Se demorar meses, não terá o mesmo impacto”, afirmou, sinalizando
uma postura inflexível diante da onda de manifestações contra o regime.
A fala do chefe do Judiciário representa também um desafio
direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que advertiu que a
execução de manifestantes poderia levar a uma resposta militar americana.
“Tomaremos medidas muito enérgicas”, disse Trump em entrevista à CBS News,
destacando que enforcar opositores não ficaria sem consequências.
O presidente americano sugeriu que uma intervenção militar
está sendo considerada, especialmente após o rompimento das negociações com
Teerã.
Segundo um grupo de direitos humanos sediado nos EUA, pelo
menos 2.400 manifestantes já perderam a vida desde o início da repressão,
embora fontes internas temam que o número real chegue a 20 mil. Além disso,
cerca de 18.100 pessoas foram presas, de acordo com a Agência de Notícias de
Ativistas de Direitos Humanos.
Os protestos, marcados por coragem e resistência, têm como
principal demanda o fim do regime teocrático liderado pelo aiatolá Ali
Khamenei, acusado de mergulhar o país em uma grave crise econômica.
Enquanto isso, o Irã advertiu que qualquer novo ataque
americano será respondido com retaliação contra tropas dos EUA na região,
relembrando o último confronto direto entre os países durante a chamada Guerra
dos Doze Dias, quando instalações nucleares iranianas foram alvo de
bombardeios.
Thiago Guerreiro – Conectv Atlanta




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