Bebê nasce no Texas após mãe de aluguel recusar pedido de aborto feito pelos pais biológicos
Uma barriga de aluguel deu à luz nos Estados Unidos após se
deslocar até o Texas em meio a um impasse com os pais biológicos do bebê, que
teriam solicitado a interrupção da gravidez após um diagnóstico de má-formação
cardíaca. O caso ganhou repercussão depois que o procurador-geral do estado,
Ken Paxton, entrou na disputa para garantir o atendimento médico da criança.
McKenna West, a gestante substituta, descobriu por volta da
20ª semana de gestação que o bebê havia sido diagnosticado com síndrome do
coração esquerdo hipoplásico, uma malformação grave que compromete o
funcionamento do órgão. Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Paxton,
foi esse diagnóstico que teria levado os pais que a contrataram a pedir que ela
interrompesse a gestação, pedido que ela recusou, optando por viajar até o
Texas.
Diante da resistência dos pais biológicos em autorizar a
cirurgia que salvaria a vida do recém-nascido, a Procuradoria-Geral do Texas
interveio formalmente. O órgão notificou dois hospitais da região, o UT
Southwestern Medical Center e o Children's Medical Center, em Dallas,
reforçando a obrigação legal das instituições de prestar todo o suporte
necessário à sobrevivência do bebê assim que ele nascesse.
Em nota, Paxton classificou a decisão da Justiça de agir
rapidamente para proteger a vida do bebê, batizado de Gabriel, como acertada.
Segundo o procurador, seu escritório usou todos os recursos disponíveis para
preservar a vida da criança e continuará acompanhando de perto sua recuperação,
defendendo que toda criança no estado merece cuidado e proteção.
O comunicado oficial também destacou que, enquanto a mãe de
aluguel buscou refúgio e assistência médica no Texas para garantir o nascimento
seguro de Gabriel, os pais que a contrataram se recusaram a autorizar
formalmente a cirurgia pós-parto. Diante disso, a Procuradoria obteve uma
decisão judicial favorável que assegura tanto a proteção da vida do bebê quanto
o acesso ao tratamento necessário.
Gabriel nasceu na quarta-feira e foi imediatamente
encaminhado a uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, onde deve passar em
breve pelo procedimento cirúrgico. De acordo com informações repassadas por
correspondentes da imprensa americana, o hospital responsável pela operação
registra taxa de sucesso de 100% nesse tipo de intervenção.
Paxton reforçou que a criança merece uma chance de viver e
que não permitirá que ninguém a prive, de forma ilegal, dos cuidados médicos
necessários, garantindo que seu gabinete continuará mobilizando todos os
instrumentos legais para proteger vidas inocentes e assegurar que toda criança
receba o tratamento previsto pela legislação estadual.
Procurada pela imprensa, a equipe de Paxton, assim como os
dois hospitais envolvidos no caso, ainda não se pronunciaram com mais detalhes
sobre a situação de Gabriel.




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