Arábia Saudita enfrenta novos ataques de drones e mísseis após ofensiva houthi contra aeroporto de Riade

Aeroporto internacional da capital segue fechado, países alertam cidadãos a evitar o reino e o preço do petróleo sobe


Arábia Saudita enfrenta novos ataques de drones e mísseis após ofensiva houthi contra aeroporto de Riade

A Arábia Saudita informou nesta segunda-feira (12) que
continua a lidar com novos ataques de drones e mísseis. Os ataques ampliam a
ameaça ao reino depois dos ataques mortais do fim de semana ao aeroporto de
Riade. Entre os projéteis, as forças sauditas disseram ter interceptado e
destruído um míssil balístico lançado contra a capital.

O Aeroporto Internacional Rei Khalid foi atingido duas vezes
ao longo do fim de semana. Os ataques mataram 14 pessoas, segundo as
autoridades de aviação civil. Mais de 300 ficaram feridas, muitas em estado
grave. Considerando toda a semana de ofensiva dos rebeldes, o total chega a 20
mortos, incluindo um americano. Foi o ataque mais letal contra o território
saudita em mais de uma década.

As autoridades prorrogaram a suspensão das operações no
terminal. Centenas de voos foram cancelados, e a agência de aviação civil
afirma que o fechamento é necessário para verificar a segurança e as condições
operacionais das instalações. O aeroporto, segundo a imprensa internacional,
foi alvo de vários projéteis ao longo da última semana.

Os houthis, grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, dizem
que os ataques respondem à intensificação da campanha aérea saudita no Iêmen. O
grupo afirmou que aviões e unidades de mísseis sauditas realizaram 119 ataques
em 24 horas, que teriam matado ao menos 14 civis, entre eles mulheres e
crianças.

A escalada ocorre uma semana depois de forças lideradas pela
Arábia Saudita no Iêmen iniciarem uma operação para retomar áreas controladas
pelos houthis, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb, com o objetivo declarado
de "eliminar" o grupo. Segundo a imprensa internacional, os episódios
são os mais graves para Riade desde o início da guerra envolvendo o Irã.

O ministro de Energia saudita declarou que o país foi
testado e que responderá de forma "igualmente séria" aos ataques. Em
Washington, o presidente Donald Trump avalia se os Estados Unidos devem se
juntar aos bombardeios sauditas contra os aliados do Irã no Iêmen.

Enquanto isso, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido,
Estados Unidos, França, Alemanha, Japão e outros países emitiram alertas contra
viagens ao reino, que sedia o Congresso Mundial do Petróleo.

Os ataques já têm reflexo na economia global. O petróleo
Brent estendeu a alta e passou de US$ 105 por barril nesta segunda.

Analistas questionam como os mísseis conseguem furar o
sistema de defesa saudita. O tipo exato de arma usada contra o aeroporto é
desconhecido, mas os houthis lançaram centenas de drones e mísseis contra o
país desde a intervenção saudita de 2015, e acredita-se que muitos tenham
origem iraniana. Os ataques repetidos, segundo a análise, mostram os limites
até das defesas aéreas mais sofisticadas.























Por outro lado, a campanha aérea saudita no Iêmen tem mirado
depósitos de mísseis, instalações subterrâneas e fábricas de drones, o que pode
reduzir a capacidade dos rebeldes de realizar ataques em massa. O tamanho do
arsenal houthi é desconhecido, o que deixa em aberto por quanto tempo o grupo
poderá manter a ofensiva.




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