Segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística, em julho de 2026, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+1,0%) e 9,6 milhões de dormidas (+2,1%). Os proveitos totais ascenderam a 923,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a 734,4 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 4,9% em ambos os indicadores.
O crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes. As dormidas dos residentes aumentaram 5,1% (+3,7% em junho), atingindo 3,1 milhões. As dormidas de não residentes cresceram 0,7% para 6,6 milhões, retomando a trajetória de crescimento após a diminuição registada em junho (-0,5%).
Em julho, os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores (-1,2%) e da Madeira (-0,9%) apresentaram os maiores decréscimos. O 𝗔𝗹𝗴𝗮𝗿𝘃𝗲 (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o Norte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.
O 𝗔𝗹𝗴𝗮𝗿𝘃𝗲 concentrou a maior parcela dos proveitos (35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento). Seguiram-se a Grande Lisboa (21,2% e 21,9%, pela mesma ordem) e o Norte (14,1% e 14,2%, respetivamente).
Em julho, o município de Lisboa concentrou 15,9% do total das dormidas, com 1,5 milhões (o mesmo valor que no mês homólogo). 𝗔𝗹𝗯𝘂𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮 foi o segundo município com maior número de dormidas, totalizando 1,1 milhões (11,8% do total) e registou um crescimento de 3,6%.
Entre os dez principais mercados emissores, destacaram-se os mercados polaco (+10,8%) e alemão (+5,3%) com os maiores crescimentos. Em contrapartida, o mercado francês continuou a registar o maior decréscimo (-5,9%). Destacou-se ainda a diminuição das dormidas do mercado norte americano (-3,1%), a segunda desde a pandemia.
No mesmo mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 104,3 euros (+1,8%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 154,9 euros (+3,2%).
RevPAR mais elevado observou-se no 𝗔𝗹𝗴𝗮𝗿𝘃𝗲 (151,4 euros), seguido das Regiões Autónomas da Madeira (127,1 euros) e dos Açores (122,6 euros). Os valores mais elevados de ADR observaram-se no 𝗔𝗹𝗴𝗮𝗿𝘃𝗲 (203,2 euros) e no Alentejo (168,8 euros).




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