Imprensa americana repercute a negativa de visto de dois representantes do Departamento de Estado dos EUA

O episódio representa mais um capítulo de atrito diplomático entre Brasília e Washington.


Imprensa americana repercute a negativa de visto de dois representantes do Departamento de Estado dos EUA

O governo brasileiro confirmou o último sábado (25) que
negou vistos a dois integrantes do Departamento de Estado americano que
pretendiam desembarcar nessa semana. O episódio representa mais um capítulo de
atrito diplomático entre Brasília e Washington.

De acordo com reportagem do The Washington Post, o governo
brasileiro afirmou que os funcionários, Riley M. Barnes, subsecretário, e
Samuel Samson, subsecretário adjunto, tinham a intenção de lançar suspeitas
sobre o pleito presidencial de outubro no Brasil. Um porta-voz do Itamaraty
informou que os dois haviam solicitado os vistos em 20 de julho e que o pedido
foi indeferido na sexta-feira, sem detalhar publicamente os motivos da recusa.

Em resposta a uma consulta da Associated Press, o
departamento classificou a visita como rotineira e afirmou que "qualquer
insinuação de uma 'manobra' para minar as eleições de uma nação democrática é
uma mentira sem fundamento".

A viagem estava prevista para o período de 27 a 30 de julho,
e o Departamento de Estado americano alegava que o objetivo era se reunir com
autoridades governamentais, líderes religiosos e outros representantes para
discutir temas como integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de
expressão. A pasta americana rebateu as acusações brasileiras, classificando a
visita como rotineira e negando qualquer intenção de interferir no processo
eleitoral.

O caso ocorre em meio à disputa pela reeleição do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, que deve enfrentar o senador Flávio Bolsonaro nas
urnas. A família Bolsonaro mantém laços estreitos com a administração de Donald
Trump, o senador e seu irmão Eduardo estiveram em Washington no fim de maio,
quando se reuniram com autoridades americanas, incluindo o próprio presidente
Trump.

Pouco depois desse encontro, o governo americano passou a
classificar as duas maiores organizações do narcotráfico brasileiro, o Primeiro
Comando Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas
estrangeiras, uma decisão criticada por Lula. Na mesma linha de tensão
comercial, Washington também impôs uma tarifação adicional de até 37,5% sobre
milhares de produtos brasileiros exportados aos EUA, medida que entrou em vigor
na sexta-feira. O governo americano justifica a taxação alegando práticas
comerciais desleais e omissão brasileira no combate ao trabalho forçado,
acusações que o governo Lula rejeita, apontando-as como tentativa de favorecer
eleitoralmente o senador Bolsonaro.

O pano de fundo político também envolve o ex-presidente Jair
Bolsonaro, que há anos alimenta dúvidas sobre a confiabilidade do sistema
eletrônico de votação do país.

















O impasse diplomático deve continuar repercutindo nos
próximos meses, à medida que a corrida eleitoral brasileira se intensifica e as
relações entre os dois países seguem sob tensão.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

SOBRE A CONECTV

.

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.