Morte do senador Lindsey Graham: novos detalhes sobre a causa são divulgados


Morte do senador Lindsey Graham: novos detalhes sobre a causa são divulgados

O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul,
morreu na noite de sábado (11), aos 71 anos, após o que sua equipe descreveu
como uma enfermidade breve e repentina. A notícia gerou uma onda de homenagens
a um dos nomes mais influentes do Congresso americano nas últimas duas décadas,
reconhecido por sua defesa inabalável de Israel e por sua atuação como um dos
principais defensores da causa pró-vida no Partido Republicano.

  

Segundo laudo preliminar do Instituto Médico Legal do
Distrito de Colúmbia, Graham morreu em decorrência de uma dissecção aórtica, um
rompimento na parede da artéria responsável por levar sangue do coração para o
restante do corpo, associada a doença cardiovascular arteriosclerótica.
Especialistas explicam que esse tipo de ruptura pode ser fatal justamente por
comprometer o fornecimento de sangue a órgãos vitais, e que o risco aumenta com
a idade, além de fatores como hipertensão, colesterol elevado e tabagismo.

 

Equipes de emergência foram acionadas à residência do senador
em Washington na noite de sábado, após uma chamada que mencionava parada
cardíaca. Graham foi levado a um hospital, onde teve o óbito constatado.

 

Diante do fato de Graham ter adversários internacionais
declarados, como Irã e Rússia, o conselho editorial do Wall Street Journal
defendeu que uma autópsia completa fosse realizada, para afastar qualquer
suspeita de ação criminosa e evitar que teorias da conspiração ganhassem força.
As autoridades confirmaram que um exame de corpo já foi conduzido e que o laudo
definitivo será divulgado à família antes de constar oficialmente na certidão
de óbito.

 

O senador havia completado 71 anos na quinta-feira anterior (9)
e retornara recentemente de sua décima viagem à Ucrânia, país que defendeu com
veemência em sua resistência à invasão russa. O presidente Donald Trump revelou
ter conversado com Graham por telefone poucas horas antes de sua morte,
descrevendo-o como alguém cansado, mas aparentemente bem, e destacou a
proximidade que os dois construíram ao longo dos anos.

 

Graham estava no quarto mandato no Senado, para o qual fora
eleito em 2002, e disputava a reeleição para um quinto período. Ficou conhecido
por sua postura de política externa assertiva e por seu papel decisivo na
confirmação do juiz Brett Kavanaugh à Suprema Corte, em 2018, quando defendeu o
indicado de forma enfática diante de senadores democratas.

 

Lideranças conservadoras destacaram seu legado. A presidente
da SBA Pro-Life America classificou-o como um defensor incansável da vida. Já o
presidente do Family Research Council ressaltou sua atuação em prol de cristãos
perseguidos ao redor do mundo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin
Netanyahu, lamentou a perda de um grande aliado da relação entre Estados Unidos
e Israel, com quem mantinha, segundo ele, uma amizade pessoal. Graham já havia
alertado publicamente, anos atrás, sobre o que considerava a ameaça
representada pelo regime iraniano.

  

































A morte do senador abre caminho para uma eleição primária
especial do Partido Republicano marcada para 11 de agosto. Até lá, cabe ao
governador da Carolina do Sul indicar um substituto para ocupar a cadeira até o
fim do mandato atual, em janeiro.




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