Ação do ICE em Marietta chama atenção e reacende debate sobre cooperação policial na Geórgia


Ação do ICE em Marietta chama atenção e reacende debate sobre cooperação policial na Geórgia

Uma operação realizada por agentes do Serviço de Imigração e
Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na manhã desta sexta-feira (27) em Marietta,
na Geórgia, gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou
questionamentos sobre a atuação conjunta entre forças locais e autoridades
federais de imigração.

  

Motoristas que trafegavam pela região da Delk Road, nas
proximidades da conexão com a rodovia Interestadual I‑75, registraram em vídeo
o momento em que agentes federais abordaram uma van. De acordo com os relatos,
os agentes utilizavam veículos descaracterizados, o que inicialmente causou
surpresa entre as pessoas que presenciaram a ação.

  

Informações compartilhadas por testemunhas indicam que, além
da van, uma caminhonete que rebocava um trailer também foi parada. Durante essa
segunda abordagem, após a verificação da documentação, um cidadão guatemalteco teria sido detido por não apresentar documentos migratórios válidos.

  

Diante da repercussão, o Departamento de Polícia de Marietta
confirmou que firmou uma parceria formal com o ICE. Segundo um porta-voz da
corporação, o memorando de entendimento foi assinado em dezembro de 2025 e
passou a valer oficialmente em 7 de janeiro deste ano.

  

Ainda conforme o representante da polícia, a cooperação não
altera a missão principal do departamento nem a forma como os agentes atuam no
atendimento à comunidade. Ele destacou que, desde a entrada em vigor do acordo,
nenhuma prisão relacionada exclusivamente à imigração foi realizada pela
polícia local.

   

O departamento também esclareceu que a parceria não foi uma
decisão voluntária, mas sim uma exigência da legislação estadual. A medida
decorre do Projeto de Lei 1105 da Câmara da Geórgia, sancionado em 2024, que
ampliou as regras de monitoramento e cooperação em temas migratórios dentro do
sistema de justiça criminal do estado.

  

A legislação determina, entre outros pontos, que o
Departamento de Correções forneça informações detalhadas sobre o status
migratório, os crimes e os países de origem de todas as pessoas sob custódia.
Além disso, estabelece procedimentos padronizados para a entrada e o registro
de estrangeiros em cadeias e presídios, exige relatórios trimestrais de
autoridades locais sobre detentos nascidos fora dos Estados Unidos e obriga
municípios com forças policiais a firmarem acordos formais com o ICE ou outras
agências federais designadas.

  

Cidades que descumprirem essas exigências podem sofrer
sanções, incluindo a perda de repasses estaduais e federais.

  

Em Marietta, um único agente foi designado para atuar como
ligação com a força-tarefa, permanecendo em sua função habitual e sem
participação em operações de campo conjuntas com o ICE. A polícia informou
ainda que não houve custos adicionais decorrentes da parceria e que nenhum
pedido de reembolso foi feito.

  

Apesar dessas garantias, o acordo provocou reação imediata de
organizações defensoras dos direitos dos imigrantes. Para esses grupos, a
cooperação representa um risco à confiança da comunidade e pode desencorajar
imigrantes a buscar ajuda policial, mesmo em situações de emergência.

   

O debate ocorre em um momento de intensificação das ações
migratórias no estado. No início de fevereiro, a Geórgia registrou o quinto
maior número de pessoas sob custódia do ICE em todo o país, com mais de 4.200
detenções, ficando atrás apenas de Texas, Louisiana, Califórnia e Flórida,
segundo dados divulgados pela Universidade de Syracuse.

  

















































Thiago Guerreiro – Conectv Atlanta




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