Começa julgamento do pai de acusado por ataque em escola na Geórgia


Começa julgamento do pai de acusado por ataque em escola na Geórgia

Tem início nesta segunda-feira o julgamento de Colin Gray,
pai do adolescente acusado de realizar o ataque armado que deixou quatro mortos
na Apalachee High School, no condado de Barrow, em 4 de setembro de 2024.

  

O caso é considerado histórico por envolver, de forma inédita
na Geórgia, a responsabilização criminal direta de um dos pais do suposto autor
do crime.

  

Segundo os promotores, o ataque foi cometido por Colt Gray e
resultou na morte de dois professores — Richard “Ricky” Aspinwall e Cristina
Irimie — além de dois estudantes, Mason Schermerhorn e Christian Angulo. Outras
nove pessoas ficaram feridas.

  

O julgamento do adolescente ainda não tem data definida, já
que a defesa aguarda a conclusão de uma avaliação psicológica enquanto analisa
as provas reunidas no processo.

  

Preso após o ataque, Colin Gray responde a 29 acusações
criminais, incluindo homicídio em segundo grau, homicídio culposo, crueldade
contra crianças em segundo grau e conduta imprudente. Caso seja condenado em
todas as acusações, a pena pode chegar a até 180 anos de prisão. Tanto o pai
quanto o filho se declararam inocentes.

  

O processo é apenas o segundo nos Estados Unidos em que pais
são criminalmente responsabilizados por ações atribuídas a um atirador em
escola. Em Michigan, Jennifer Crumbley e James Crumbley foram condenados por
homicídio culposo no caso do ataque à Oxford High School e sentenciados, em
abril de 2024, a penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.

  

De acordo com a acusação, Colin Gray teria comprado o rifle
do tipo AR utilizado no ataque e o presenteado ao filho no Natal de 2023, mesmo
diante do que os promotores consideram sinais claros de alerta. As autoridades
afirmam que o FBI havia comunicado a polícia local, em maio de 2023, sobre
ameaças feitas online relacionadas a um possível tiroteio escolar, supostamente
ligadas ao adolescente.

  

Na ocasião, Gray informou às autoridades que possuía armas de
fogo em casa e que o filho tinha acesso a elas, alegando estar tentando
ensiná-lo sobre segurança.

  

A seleção do júri foi realizada no Condado de Hall, a cerca
de 43 quilômetros do local do crime. Quinze jurados foram escolhidos — 12
titulares e três suplentes — formando um painel composto por oito homens e sete
mulheres. O julgamento ocorre no Condado de Barrow, sob a condução do
juiz-chefe Nicholas Primm, que estima uma duração de aproximadamente três
semanas.

  

Durante audiências preliminares, o magistrado determinou
restrições à gravação de imagens sensíveis, como fotos de autópsias, cenas do
crime com os corpos das vítimas e os rostos de testemunhas menores de idade,
citando a necessidade de evitar novos traumas às famílias.

  

Os jurados foram orientados a não acompanhar a cobertura do
caso pela imprensa ou pelas redes sociais e a se concentrarem exclusivamente
nas provas apresentadas em tribunal.

 

















































Thiago Guerreiro – Conectv Atlanta




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