Geórgia avança com proposta que veta uso de celulares em escolas de ensino médio


Geórgia avança com proposta que veta uso de celulares em escolas de ensino médio

Os legisladores da Geórgia deram um novo passo rumo à
restrição do uso de celulares por estudantes do ensino médio nas escolas
públicas. Um projeto de lei que pretende proibir dispositivos eletrônicos
durante todo o período escolar recebeu aprovação unânime de uma subcomissão da
Câmara estadual, sinalizando forte apoio à medida.

  

O Projeto de Lei 1009, apresentado pelo republicano Scott
Hilton, de Peachtree Corners, estabelece que alunos do 9º ao 12º ano deverão
manter seus aparelhos guardados ao longo do dia letivo a partir do ano escolar
de 2027–2028.

  

De acordo com Hilton, a Geórgia é hoje o único estado entre
25 com políticas de restrição que ainda não inclui o ensino médio em suas
regras, sugerindo que há espaço para avançar na regulamentação.

  

A proposta, no entanto, prevê exceções. Estudantes envolvidos
em programas de dupla matrícula, aprendizagem baseada no trabalho, estágios
externos e outras atividades fora do campus poderão manter o uso dos
dispositivos.

  

Além disso, leitores digitais continuam permitidos, já que
muitos não oferecem comunicação bidirecional e podem ser ferramentas de apoio
pedagógico.

  

O presidente do Comitê de Educação da Câmara, Chris Erwin,
também republicano, argumentou que a proibição é necessária para reduzir
episódios de bullying, brigas e outras situações que costumam ocorrer quando
celulares estão disponíveis durante os intervalos.

  

Esses argumentos foram reforçados pelo depoimento de Grant
Rivera, superintendente das Escolas Municipais de Marietta, que relatou
melhorias no desempenho acadêmico e na convivência escolar após a adoção de uma
política semelhante em seu distrito.

  

Apesar da ampla aprovação, alguns parlamentares expressaram
preocupação com a comunicação em situações de emergência. Hilton respondeu
lembrando que legislações já existentes — como a que proíbe dispositivos do
jardim de infância ao 8º ano — exigem protocolos claros de comunicação entre
escolas e famílias.

  

Ele também citou especialistas em segurança, que alertam que
o uso indiscriminado de celulares durante crises pode congestionar sistemas de
comunicação e atrapalhar procedimentos de segurança.

  

Os dados nacionais apontam para um movimento crescente na
mesma direção: segundo o Stateline.org, 38 estados e Washington, D.C., já
adotaram algum tipo de política limitando o uso de celulares nas escolas.
Desses, aproximadamente 18 possuem proibições integrais ou restrições amplas
que se estendem por todo o período escolar.

  

Com o avanço do Projeto de Lei 1009, a Geórgia se aproxima de
integrar essa lista de estados que buscam reduzir a presença de celulares em
salas de aula, argumentando que a medida pode criar um ambiente mais seguro e
favorável ao aprendizado.

  

A Associação Profissional de Educadores da Geórgia contribuiu
com esse artigo.

  





















































Thiago Guerreiro – Conectv Atlanta




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