Esquema de casamentos falsos em Massachusetts leva a seis acusações; imigrante brasileiro aparece em caso

Promotores dizem que grupo arrecadou mais de US$ 6 milhões em mais de uma década. Caso reforça o alerta sobre os riscos de "atalhos" na imigração.


Esquema de casamentos falsos em Massachusetts leva a seis acusações; imigrante brasileiro aparece em caso

Autoridades federais anunciaram na quarta-feira (21) a prisão de seis pessoas
acusadas de comandar um esquema de casamentos falsos para obter documentos de
imigração em Massachusetts, estado com grande comunidade brasileira.

  

Segundo a procuradora federal Leah Foley, a suposta chefe do grupo é
Jennifer Gonzalez, 43 anos, de Fall River, cidadã americana. Ela teria cobrado
entre US$ 38 mil e US$ 40 mil por casamento e organizado de 18 a 20 casamentos
de fachada por ano, durante mais de 10 anos. Os promotores estimam que o
esquema gerou mais de US$ 6 milhões em lucro.

 

De acordo com a acusação, os "clientes" assinavam contratos e
recebiam orientação para parecer um casal de verdade. Gonzalez os teria
instruído a criar a aparência de um casamento legítimo, com seguro de vida e
contas bancárias conjuntas. Segundo os documentos do tribunal, ela dizia que
levaria de três a quatro meses para montar a papelada para o pedido de status
migratório.

 

O Departamento de Justiça cita ainda o caso de uma acusada que teria se
casado, em maio de 2018, com um imigrante em situação irregular vindo do
Brasil.

 

Os acusados respondem por conspiração para abrigar imigrantes ilegais,
abrigo de imigrantes ilegais, conspiração para cometer fraude de casamento e
fraude de casamento. Vários também teriam mentido em pedidos do programa de
assistência alimentar SNAP, dizendo nunca terem sido casados enquanto pediam
green cards para seus falsos cônjuges. Cinco dos seis estão sob custódia
federal.

 

Os advogados da principal acusada não quiseram comentar. Todos são
considerados inocentes até uma eventual condenação.

  

As prisões são parte da ofensiva contra fraude de casamento, em um
momento em que o governo Trump ampliou restrições à imigração legal e ilegal.
Um representante do serviço de cidadania e imigração (USCIS) disse, segundo
reportagem, que casamento "não é brecha nem atalho" e que a fraude
"não é uma infração sem vítimas".

 



































O caso é um lembrete de que o governo está de olho em casamentos usados
para obter green card. Quem é casado de verdade com cidadão americano não
precisa se preocupar, mas deve guardar provas da vida em comum, como contas
conjuntas, contrato de aluguel e fotos. Quem receber ofertas de "casamento
por contrato" corre risco de prisão, deportação e proibição de retornar
aos EUA, e quem paga também pode ser punido. Em caso de dúvida, procure um
advogado de imigração licenciado, e desconfie de quem promete resultado
garantido.




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