Mulher morta pelo filho em Portugal era de Osasco

Gabriela Barbosa era a mulher de 33 anos morta pelo filho de 15 anos em Algés, Oeiras. Natural de Osasco, São Paulo, a mulher tinha chegado a Portugal em 2024 com os dois filhos, meses antes de a família ser sinalizada pela CPCJ de Oeiras.

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Mulher morta pelo filho em Portugal era de Osasco

A Imprensa brasileira divulgou a identidade da mulher de 33 anos morta pelo filho, de 15 anos, em Algés, no concelho de Oeiras. Segundo o site de notícias UOL, trata-se de Gabriela Barbosa, natural de Osasco, no estado de São Paulo.. Nas redes sociais, de acordo com o UOL, Gabriela terá contado que chegou a Portugal em fevereiro de 2024 com os dois filhos: o adolescente de 15 anos, suspeito do homicídio, e uma menina de quatro anos. 

Meses antes, o marido de Gabriela e pai dos dois menores já se tinha mudado para Portugal, tendo viajado com uma promessa de emprego para se estabilizar e, depois, trazer a família. 

A mulher contou que a ideia de vir para a Europa foi do marido, entretanto detido por violência doméstica, mas acedeu por preocupação com a educação dos filhos.

"Me mudei pela qualidade de vida, segurança e ensino, o estudo. Aqui as crianças aprendem inglês, um inglês fluente, francês. O ensino aqui é muito bom", disse.

Sobre a adaptação dos filhos a um país novo, a mãe contou que a menina, na altura com cerca de dois anos, não tinha sentido diferença, mas o filho adolescente ficava "no mundo do celular o dia inteiro".

Após chegar a Portugal, Gabriela começou a trabalhar num restaurante em Oeiras, mas não é certo se ainda trabalhava no mesmo local.

Gabriela Barbosa contou também, num vídeo partilhado em 2023, quando ainda morava no Brasil, que tinha bipolaridade, sofrendo crises de ansiedade desde a adolescência antes de ser diagnosticada por um psiquiatra anos depois.

O seu estado de saúde piorou após Gabriela ter deixado de tomar os medicamentos, mas, segundo recordou, conseguiu "sair do fundo do poço" com orientação médica. "Eu não estou 100% bem. Tenho medo de uma recaída, assim como qualquer outra pessoa que passa por esse processo de cura psicológica. Mas, de uma coisa eu tenho a certeza: vou cuidar da minha vida, de mim", assegurou, na altura.

Já o portal Terra contou que a família de Gabriela Barbosa está a tentar obter passaportes de emergência para conseguir vir buscar a sua filha mais nova. A menina de quatro anos, que estava em casa na altura do homicídio, está aos cuidados de uma amiga da mãe.

O Público Brasil revelou, ainda, que a tia e a avó do suspeito já pediram ajuda ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa sobre a certidão de óbito, cerimónias fúnebres e outras questões jurídicas.

"O consulado confirma que tem conhecimento do caso e que o Setor de Assistência já está em contato com a família da vítima, a quem estão sendo fornecidas orientações referentes aos procedimentos para registro do óbito, tratamento de arranjos funerários e demais questões jurídicas associadas ao ocorrido", disse a representação consular ao Público Brasil.

Família foi sinalizada pela CPCJ meses após chegar a Portugal

A família foi sinalizada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Oeiras (CPCJ) a 22 de maio de 2024, cerca de três meses após ter chegado a Portugal. 

"Relativamente aos Processos de Promoção e Proteção (PPP) a favor das crianças referidas (de 4 e 15 anos), vimos informar que os PPP foram instaurados, em sede de Comissão Restrita da CPCJ de Oeiras, na data de 22/05/2024", confirmou a CPCJ ao Notícias ao Minuto.

No entanto, a CPCJ verificou posteriormente que não estavam a ser "cumpridos os pressupostos" da medida e o Processo de Promoção e Proteção relativo às duas crianças foi "remetido por incumprimento, com caráter prioritário, à Procuradoria do Juízo de Família e Menores de Cascais, na data de 24/06/2025".

"Posteriormente, a CPCJ de Oeiras foi informada, pelo Tribunal de Família e Menores de Cascais, que foi aplicada Medida de Promoção e Proteção pelo Tribunal relativamente às duas crianças, encontrando-se desde essa data a ser acompanhada judicialmente", esclareceu Rui Esteves.

Já fonte do Ministério Público (MP) confirmou, ao Notícias ao Minuto, "a existência, desde 2025, de Processo de Promoção e Proteção a favor do jovem e da irmã, no âmbito do qual se encontra em execução e acompanhamento medida de promoção e proteção aplicada a ambos".

Esclareceu, ainda, que "os processos de promoção e proteção são de natureza reservada".

Sublinhe-se que a mulher de 33 anos foi encontrada morta, na tarde de quinta-feira, em casa, em Algés. O filho "relatou ter discutido com a progenitora no dia de ontem e durante a noite efetuou um mata-leão, provocando-lhe a morte", adiantou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) ao Notícias ao Minuto, na quinta-feira.

Durante a manhã desta sexta-feira, em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) confirmou que "identificou um  menor com 15 anos, de nacionalidade estrangeira, por fortes indícios da prática de um crime de homicídio".

"A vítima, cidadã estrangeira com 33 anos, progenitora do agressor foi alvo de interação física agressiva e fatal mantida pelo próprio filho no interior da residência da família, vindo a falecer no local da ocorrência", explicou a autoridade.

Segundo a PJ, o "contexto que levou a ocorrência do crime estará relacionado com eventuais maus tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos".

Em resposta ao Notícias ao Minuto, o Ministério Público (MP) confirmou a instauração de inquérito tutelar educativo (ITE), no âmbito do qual o jovem será presente a juiz para aplicação de medida cautelar.

O inquérito tutelar educativo é instaurado quando estão em causa factos qualificados pela lei como crime, praticados por jovens entre os 12 e os 16 anos e tem natureza secreta, explicou o MP.

Já ao final da tarde, foi revelado que o adolescente ficou sujeito a internamento em centro educativo por três meses, medida que será revista ao fim de dois meses.

"Tendo em conta a gravidade dos factos indiciados, esse perigo e a necessidade de acompanhamento educativo do jovem, foi determinada a aplicação da medida cautelar de guarda em centro educativo, em regime fechado. A medida tem a duração de três meses e será revista ao fim de dois meses", informou o Conselho Superior de Magistratura (CSM), em comunicado.

FONTE: Notícias ao Minuto - Portugal




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