Operação federal prende 28 tripulantes em navios de cruzeiro por exploração sexual infantil


Operação federal prende 28 tripulantes em navios de cruzeiro por exploração sexual infantil

O que passageiros de um cruzeiro da Disney testemunharam no
porto de San Diego, no final de abril, parecia, à primeira vista, uma batida de
imigração. Agentes federais à paisana escoltavam funcionários uniformizados da
embarcação com as mãos presas.

  

O que realmente aconteceu

 

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP)
confirmou que conduziu as prisões. Ao todo, 28 tripulantes foram detidos em
cinco navios diferentes entre os dias 23 e 25 de abril. A operação não tinha
nada a ver com status migratório, mas sim parte de uma ação de combate à
exploração sexual infantil.

 

Um porta-voz da CBP declarou que, após embarcar nas
embarcações e entrevistar os suspeitos, os agentes confirmaram que todos os
indivíduos estavam envolvidos no recebimento, posse, transporte, distribuição
ou visualização de material de abuso sexual infantil (CSEM) ou pornografia
infantil.

 

Entre os detidos havia 26 tripulantes filipinos, um português
e um indonésio.

 

A confusão inicial e a verdade revelada

 

Uma passageira chamada Dharmi Mehta havia assistido ao seu
garçom favorito, que servira a família dela durante toda a viagem,  ser colocado dentro de uma van branca, ainda
com o uniforme da Disney. Sem bagagem, sem celular, sem aviso prévio. Ela
realizou uma coletiva de imprensa, falou emocionalmente sobre as duas filhas do
funcionário e enquadrou o episódio como uma violação dos direitos trabalhistas.
O contexto do que ela havia realmente presenciado, porém, mudou completamente
com as revelações posteriores.

 

Ninguém no píer naquele dia foi informado sobre o verdadeiro
objetivo da operação. A confusão se alimentou do silêncio das autoridades e da
narrativa construída por grupos de direitos civis que, de boa-fé, desconheciam
os motivos reais das prisões.

 

A resposta da Disney

 

A Disney, cuja linha de cruzeiros apoia toda a sua reputação
comercial na imagem de ambiente familiar e seguro, agiu rapidamente para se
distanciar dos envolvidos. "Temos política de tolerância zero para esse
tipo de comportamento e cooperamos integralmente com as autoridades. Esses
indivíduos não fazem mais parte da empresa", disse um porta-voz.

  

A empresa, no entanto, não respondeu a perguntas sobre seus
procedimentos de triagem de funcionários nem sobre eventuais revisões nos
protocolos de segurança à luz das prisões.

 

Outras embarcações também foram alvo

 

A operação não se limitou aos navios da Disney. Quatro
trabalhadores do navio MV Zaandam, da Holland America, também foram presos em
25 de abril no porto de San Diego. Os demais cruzeiros envolvidos na operação
não foram identificados publicamente.

  

Os vistos de todos os detidos foram cancelados e eles estão
sendo deportados dos Estados Unidos.

 

Um padrão preocupante

 

































































Este não é o primeiro caso envolvendo funcionários de
cruzeiros da Disney e material de abuso infantil. Em 2024, Tirso Neri, então
com 44 anos, foi preso durante uma inspeção de fronteira por suposta posse de
material de abuso infantil. Neri trabalhava no Disney Dream, e dois celulares
com esse tipo de conteúdo foram encontrados em sua posse.




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