Brasileiro Thiago Ávila levanta suspeitas de vínculo com terrorismo
Thiago Ávila, preso após ação contra flotilha rumo a Gaza, tem custódia estendida até domingo.
Brasileiro Thiago Ávila levanta suspeitas de vínculo com
terrorismo
Thiago Ávila, preso após ação contra flotilha rumo a Gaza,
tem custódia estendida até domingo.
A Justiça israelense decidiu, nesta
terça-feira (6), prolongar até o dia 10 de maio a detenção preventiva do
ativista brasileiro Thiago Ávila e do cidadão espanhol Saif Abu Keshek. A
deliberação ocorreu durante sessão no tribunal de Ashkelon, onde os dois
permanecem encarcerados desde a abordagem à chamada
"Flotilha de Gaza".
Os dois foram capturados nas proximidades da costa grega
enquanto integravam uma expedição que pretendia furar o cerco israelense à
Faixa de Gaza. Das 20 embarcações interceptadas, a esmagadora maioria dos
participantes foi repatriada à Grécia. Apenas Ávila e Keshek continuam sob
custódia.
O governo israelense alega que o espanhol é investigado por
suposto vínculo com uma organização classificada como terrorista, enquanto o
brasileiro responde por atividades tidas como ilegais segundo a legislação
local. O caso escalou diplomaticamente, provocando reações formais de Brasília
e Madri.
Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores de
Israel afirmou que Ávila teria declarado publicamente apoio a grupos armados na
região, entre eles o Hezbollah, o Hamas e o regime de Teerã.
As autoridades israelenses também mencionaram a presença do
ativista no funeral do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, eliminado em 2024,
e listaram passagens em aeroportos da Bélgica, Panamá, Tunísia e Argentina,
onde ele teria sido retido brevemente para interrogatório. Ainda constam no
histórico citado por Israel acusações de irregularidades financeiras e
denúncias de conduta inadequada com mulheres durante a expedição.
Do lado oposto, Brasil e Espanha rejeitaram a detenção,
classificando-a como irregular. Em comunicado conjunto, as chancelarias dos
dois países exigiram a libertação imediata de seus nacionais, com garantias de
segurança, e o acesso consular sem restrições para prestar assistência aos
detidos.
Mãe de brasileiro preso em Israel morreu nesta terça-feira
(5)
Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista brasiliense
Thiago Ávila, faleceu na última terça-feira (5) em Brasília. Ela também era mãe
de Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito
Federal (Sinpol-DF), que confirmou o óbito em nota de pesar. Teresa enfrentava
há quase duas décadas complicações decorrentes de acidentes vasculares
cerebrais.




COMENTÁRIOS