Trump fala em acordo próximo com o Irã e menciona abertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, sinalizou que o conflito envolvendo o Irã pode estar
caminhando para um desfecho. Em entrevista concedida à apresentadora Maria
Bartiromo, da FOX Business Network, Trump afirmou acreditar que o fim da guerra
está próximo e destacou que as negociações avançam em ritmo acelerado.
Segundo o presidente, os
esforços militares e diplomáticos norte-americanos ainda não foram concluídos,
mas a avaliação é de que Teerã demonstra forte interesse em chegar a um
entendimento. Trump declarou que, caso os Estados Unidos interrompessem suas ações
neste momento, o país iraniano levaria décadas para se reestruturar, reforçando
que o processo segue em curso enquanto as conversas continuam.
A possibilidade de uma
nova rodada de negociações ganhou força ao longo da semana. Trump afirmou ao
New York Post que um novo encontro entre as partes poderia ocorrer “nos
próximos dois dias”. Autoridades americanas confirmaram que os preparativos
estão em andamento e que a reunião pode acontecer já nos próximos dias,
ampliando as expectativas por um avanço concreto.
No cenário internacional,
o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, informou que conversou
com o vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar, e classificou como
altamente provável a realização de uma nova etapa de negociações entre Washington
e Teerã.
O vice-presidente JD
Vance reforçou a estratégia da Casa Branca ao afirmar que Trump busca um acordo
amplo e definitivo com o Irã. Durante um evento da Turning Point USA, Vance
disse que o presidente deixou claro que, caso o país abdique de armas nucleares,
os Estados Unidos estariam dispostos a colaborar para a prosperidade iraniana.
Paralelamente, os
mediadores trabalham para estender o atual cessar-fogo de duas semanas. A
expectativa é ampliar o acordo até o fim de abril, enquanto as partes negociam
três pontos centrais: o programa nuclear iraniano, a segurança e o controle do
Estreito de Ormuz e as compensações econômicas relacionadas ao conflito.
Thiago Guerreiro –
Conectv Atlanta




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