Após 10 dias na UTI, ex-presidente Bolsonaro irá para a prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), autorizou nesta terça‑feira (24) que o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL)
cumpra pena de forma temporária em prisão domiciliar. A decisão segue parecer
da Procuradoria‑Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à
medida em razão do estado de saúde do ex‑chefe do Executivo.
De acordo com a determinação, o prazo inicial da prisão
domiciliar é de 90 dias, contados a partir da data em que Bolsonaro receber
alta médica. O ex‑presidente havia sido condenado, em setembro do ano passado,
a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpria
pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como Papudinha.
No entanto, no último dia 13 de março, Bolsonaro precisou ser
retirado da unidade prisional após apresentar um quadro clínico considerado
grave. Ele foi internado no Hospital DF Star, onde chegou a permanecer por
vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo transferido para o
quarto apenas na segunda‑feira (23).
Segundo informações médicas, o diagnóstico foi de pneumonia
bacteriana, causada por um episódio de broncoaspiração — condição em que
substâncias como alimentos, líquidos ou saliva são aspiradas para os pulmões.
Desde a internação, o ex‑presidente passou por tratamento intensivo, incluindo
antibióticos administrados por via intravenosa, sessões de fisioterapia
respiratória e monitoramento clínico contínuo.




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