Show alternativo da TPUSA atrai milhões durante o Super Bowl LX


Show alternativo da TPUSA atrai milhões durante o Super Bowl LX

Enquanto o Super Bowl LX
movimentava milhões de telespectadores em todo o país, uma parcela
significativa do público optou por uma transmissão alternativa ao tradicional
show do intervalo da NFL.

  

A Turning Point USA
(TPUSA) promoveu o chamado “All American Halftime Show”, uma programação
paralela que, segundo a organização, alcançou números expressivos nas
plataformas digitais.

  

De acordo com dados
divulgados, mais de 19 milhões de pessoas acompanharam a transmissão ao vivo
pelo YouTube, enquanto cerca de 2 milhões assistiram pelo Rumble, sem
contabilizar outras plataformas onde o conteúdo também circulou.

  

A iniciativa surgiu como
resposta direta à escolha da NFL de escalar Bad Bunny como atração principal do
intervalo oficial, decisão que provocou críticas de parte do público
conservador.

  

O descontentamento se
intensificou após a apresentação do artista porto-riquenho, frequentemente
associado a performances com forte apelo sexual. Comentários nas redes sociais
apontaram incômodo com o repertório e com cenas exibidas durante o show.

  

O comentarista esportivo
cristão Jon Root foi um dos que se manifestaram publicamente, classificando a
apresentação como inadequada e acusando a liga de promover conteúdos que,
segundo ele, ferem valores familiares e morais.

  

Em contraste, a proposta
da TPUSA foi oferecer uma alternativa voltada ao patriotismo, à fé cristã e à
família. O evento contou com apresentações de Kid Rock, Brantley Gilbert, Lee
Brice e Gabby Barrett.

  

Para a organização, o
objetivo foi criar um espaço de entretenimento sem agendas paralelas,
priorizando mensagens consideradas positivas por seu público.

  

Durante o show, Kid Rock
fez um discurso direto aos espectadores, incentivando-os a pegarem suas Bíblias
e entregarem suas vidas a Jesus Cristo, reforçando o caráter religioso da
iniciativa.

  

Já Brantley Gilbert,
conhecido por integrar sua fé à carreira musical, teve sua trajetória destacada
por letras que abordam espiritualidade, família e responsabilidade pessoal. Em
entrevistas e publicações passadas, o cantor já afirmou que sua música reflete
sua vivência como cristão, marido e pai.

  

Gabby Barrett também foi
apresentada como exemplo de artista que coloca a fé no centro de sua vida. A
cantora costuma afirmar que sua identidade cristã está acima da carreira
artística e já lançou músicas com temática explicitamente religiosa, além de
declarar que seus princípios guiam decisões profissionais e familiares.

  

Lee Brice, por sua vez,
se define como seguidor de Jesus Cristo e frequentemente encoraja seus fãs a
buscarem uma vida alinhada aos ensinamentos bíblicos. Ele mantém ainda uma
relação próxima com a TPUSA, tendo composto uma canção em homenagem a Charlie
Kirk, fundador da organização, após seu assassinato.

  

Enquanto o debate
cultural se desenrolava fora do campo, dentro dele o Seattle Seahawks confirmou
o favoritismo e venceu o New England Patriots por 29 a 13, conquistando seu
segundo título da NFL. A equipe se destacou pela defesa dominante, que
neutralizou o ataque adversário ao longo da partida.

  

O contraste entre o
espetáculo esportivo e as discussões em torno do entretenimento do intervalo
reforçou como o Super Bowl segue sendo não apenas um evento esportivo, mas
também um palco de disputas culturais, ideológicas e religiosas nos Estados
Unidos.

  





























































Thiago Guerreiro –
Conectv Atlanta




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