Os Manuscritos do Mar Morto ganhando nova vida em Washington, D.C.


Os Manuscritos do Mar Morto ganhando nova vida em Washington, D.C.

Antes guardados sob extremo sigilo e envoltos em décadas de
especulação, fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto agora podem ser vistos de
perto no Museu da Bíblia, em Washington, D.C.

  

A exibição promete aproximar o público de uma das descobertas
arqueológicas mais importantes da história, abrindo uma janela para um passado
que moldou tradições religiosas até os dias de hoje.

  

A experiência leva os visitantes a uma jornada simbólica até
Qumran, às margens do Mar Morto — região onde viviam os essênios, comunidade
responsável por preservar alguns dos textos religiosos mais antigos já
encontrados.

  

O Dr. Bobby Duke, curador do Museu da Bíblia, resume o
impacto da exposição: “Alguns podem argumentar que os tesouros do Rei
Tutancâmon representam uma descoberta maior, e de fato impressionam. Mas os
Manuscritos do Mar Morto continuam influenciando como milhões interpretam as
Escrituras atualmente.”

 

Como tudo começou

  

A história da descoberta tem ares de lenda.

Em 1947, um jovem pastor beduíno percorreu uma região rochosa em busca de uma
ovelha perdida. Ao lançar uma pedra dentro de uma caverna, ouviu o som de algo
se quebrando. A curiosidade o levou de volta ao local — e ali estavam os
primeiros jarros contendo pergaminhos antigos.

  

O achado desencadeou uma verdadeira corrida arqueológica
pelas cavernas próximas. Cada nova exploração revelava fragmentos adicionais
que, reunidos, formariam um quebra‑cabeça textual que revolucionou os estudos
bíblicos.

 

Preservação de um patrimônio frágil

  

O Dr. Joe Uziel, da Autoridade de Antiguidades de Israel,
explica que os primeiros estudiosos, apesar de dedicados, acabaram causando
danos involuntários aos papéis milenares. Hoje, ele lidera a unidade
responsável por conservar esses manuscritos, utilizando tecnologias modernas e
ambientes rigorosamente controlados.

  

“Na exposição, cada pergaminho permanece visível por apenas
três meses,”
afirma Uziel. “Depois disso, precisa
descansar por cinco anos em nossas câmaras especiais, longe da luz.”

  

A reprodução fiel das condições das cavernas da Judeia –
inclusive temperatura e luminosidade – é crucial para evitar que o material se
deteriore.

 

O que os Pergaminhos Revelam?

  

Datados de cerca de 300 a.C., os textos incluem trechos de 38
dos 39 livros do Antigo Testamento, além de obras paralelas, como o Livro de
Enoque e o chamado “Pergaminho da Guerra”, que descreve uma batalha
apocalíptica entre a comunidade dos essênios e um povo chamado Kittim,
geralmente associado aos romanos.

  

Esses documentos fornecem pistas sobre a vida e o pensamento
da comunidade de Qumran — contemporânea de Jesus e dos apóstolos.

O Dr. Craig Evans, pesquisador do Seminário Bíblico, destaca
a relevância espiritual e histórica:

  

“Estamos diante de textos que circulavam na mesma época em
que Jesus caminhava pela Galileia. Eles nos ajudam a compreender o ambiente
religioso e social daquele período.”

  

Mais impressionante ainda, segundo Evans, é a proximidade
entre os manuscritos e a Bíblia atual.

  

“Eles não contradizem as Escrituras. Ao contrário, reforçam
sua confiabilidade.”

  

Um legado que atravessa milênios

  

A exposição em Washington conecta dois mundos distantes: das
cavernas silenciosas da Judeia ao centro político e cultural dos Estados
Unidos. Para o Dr. Duke, essa travessia simboliza a força duradoura desses
textos.

 

“Imaginar que uma comunidade lia o Salmo 23 há dois mil anos
da mesma forma que fazemos hoje mostra o caráter atemporal da mensagem
bíblica.”

  



















































































Do passado remoto ao presente, os Manuscritos do Mar Morto seguem
inspirando estudiosos, crentes e curiosos — testemunhos silenciosos de uma
história que continua viva.




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