𝗔𝗟𝗚𝗔𝗦 𝗕𝗮𝗿𝗹𝗮𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗳𝘂𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗲𝘀𝗽𝗲́𝗰𝗶𝗲 𝗶𝗻𝘃𝗮𝘀𝗼𝗿𝗮
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Fotos: EMARP
Fotos: EMARP omeça a ser normal a invasão de algas nas praias algarvias, um fenómeno natural que ocorre devido a uma combinação de fatores ambientais. A UAlg - Universidade do Algarve criou inclusivamente o projecto “Algas na Praia”, uma iniciativa de ciência cidadã da Universidade do Algarve e do CCMAR que convida cidadãos, investigadores e entidades locais a participar na monitorização de espécies invasoras e acumulações de algas.
Através do envio de fotografias e da localização das ocorrências, os participantes podem ajudar a acompanhar a distribuição destas espécies ao longo do tempo, apoiando a investigação científica, a monitorização ambiental e a gestão sustentável das zonas costeiras.
De acordo com o projecto, os primeiros anos permitiram identificar três padrões distintos de acumulação de algas ao longo da costa algarvia:
Barlavento Algarvio – as acumulações observadas nas zonas rochosas foram maioritariamente causadas pela alga castanha invasora Rugulopteryx okamurae, originária do Pacífico Noroeste (Japão, China). A partir de 2024, a Rugulopteryx okamurae passou a ser a espécie invasora mais frequentemente registada tornando-se dominante ao longo da costa algarvia, entre Vilamoura e Sagres.
Zona central do Algarve (Albufeira–Faro) – entre 2021 e 2022, a espécie dominante foi a alga vermelha invasora Asparagopsis armata, originária da Austrália e da Nova Zelândia.
Sotavento Algarvio – em 2021, as maiores acumulações foram causadas pela alga verde Ulva sp., uma espécie nativa. Nos anos seguintes, estes episódios diminuíram significativamente.
Nos últimos dias, tem-se verificado um significativo arrojamento de algas na costa algarvia, nomeadamente na Praia do Barranco das Canas ou Praia do Alemão, em Portimão, que tem obrigado à intervenção da EMARP - Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão, no trabalho da remoção das algas e na minimização dos impactes desta ocorrência no areal.




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