𝗣𝗢𝗥𝗧𝗨𝗚𝗔𝗟 𝗘 𝗔𝗦 𝗖𝗥𝗜𝗔𝗡𝗖̧𝗔𝗦 𝗘𝗺 𝟯𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗽𝗼𝗿𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼𝘂 𝗱𝗲 𝟮𝟱,𝟮% 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟭𝟱,𝟱%


𝗣𝗢𝗥𝗧𝗨𝗚𝗔𝗟 𝗘 𝗔𝗦 𝗖𝗥𝗜𝗔𝗡𝗖̧𝗔𝗦 𝗘𝗺 𝟯𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗽𝗼𝗿𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼𝘂 𝗱𝗲 𝟮𝟱,𝟮% 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟭𝟱,𝟱%

𝗣𝗢𝗥𝗧𝗨𝗚𝗔𝗟 𝗘 𝗔𝗦 𝗖𝗥𝗜𝗔𝗡𝗖̧𝗔𝗦
𝗘𝗺 𝟯𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗽𝗼𝗿𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼𝘂 𝗱𝗲 𝟮𝟱,𝟮% 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟭𝟱,𝟱%
A propósito do Dia Mundial da Criança e segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística, entre 1990 e 2024, a proporção de crianças na população total passou de 25,2% para 15,5%. No mesmo período, o número de nados-vivos por mil mulheres em idade fértil passou de 46,5 para 37,9 e a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho passou de 24,9 para 30,3 anos.
Em 2024, 95,7% das crianças com 6 anos de idade cumpriram o plano vacinal para o sarampo, papeira e rubéola. No mesmo ano, 3,6% das crianças não puderam satisfazer uma necessidade de consulta ou tratamento dentário e 4,5% tinham alguma limitação na realização de atividades consideradas habituais para a sua idade devido a problemas de saúde prolongados.
Em 2025, a proporção de crianças que recebiam cuidados formais de acompanhamento era de 57,6% nas crianças até aos 3 anos e 43,8% nas crianças com 4 ou mais anos.
O número de alunos matriculados no ensino não superior no ano letivo 2023/2024 diminuiu 19,5% em relação a 1990/1991, tendo a taxa bruta de pré-escolarização passado de 50,7% para 100,6%. Em 2022, 76,8% dos alunos com 15 anos tinham um nível mínimo de proficiência na leitura e 70,2% em matemática, refletindo, em ambos os casos, uma redução em relação a 2012.
A taxa de risco de pobreza das crianças até aos 17 anos manteve-se superior à observada para a população em geral, tendo atingido, em 2024, 17,6%. Neste ano, o risco de pobreza afetava mais de um terço da população que vivia em agregados familiares monoparentais e 26,7% no caso das famílias numerosas.
Em 2025, 20,8% da população em famílias com crianças viviam numa situação de insuficiência do espaço habitacional (5,7% nas famílias sem crianças) e 10,2% viviam em condições severas de privação habitacional (2,5% nas famílias sem crianças).
Em 2024, um quinto das crianças viviam em agregados familiares sem capacidade para lhes pagar pelo menos uma semana de férias por ano fora de casa e um décimo das crianças não tinham possibilidade de participar regularmente numa atividade extracurricular ou de lazer.
O número de beneficiários, descendentes ou equiparados, do abono de família para crianças e jovens por 100 indivíduos com menos de 25 anos era, em 2024, tendencialmente mais elevado nos municípios do interior continental.
Em 2025, foram registados 3 307 crimes contra menores, correspondendo ao maior número de participações registadas pelas autoridades policiais desde 2014, destacando-se os crimes de violência doméstica contra menores e de abuso sexual de crianças, adolescentes e menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável com, respetivamente,33,9% e 28,6% do total.




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