Motoristas da Geórgia são os mais vulneráveis à alta da gasolina nos EUA

Na Geórgia, o valor é menor, cerca de US$ 3,68 por galão, mas isso não necessariamente significa alívio para os bolsos locais.


Motoristas da Geórgia são os mais vulneráveis à alta da gasolina nos EUA

O preço da gasolina nos Estados Unidos segue em trajetória
ascendente, e os motoristas da Geórgia podem ser dos mais afetados pelo aumento,
não porque paguem mais por litro, mas porque percorrem muito mais quilômetros
do que a média nacional.

  

De acordo com levantamento da LendingTree com base em dados
da Agência de Informação de Energia dos EUA e da Associação Americana de
Automóveis (AAA), a média nacional chegou a US$ 4,11 por galão em 15 de abril,
alta de quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Na Geórgia, o valor é menor, cerca de US$ 3,68 por galão, mas
isso não necessariamente significa alívio para os bolsos locais.

  

O motivo está no comportamento dos motoristas georgianos: em
média, eles rodam aproximadamente 16.700 milhas por ano, o equivalente a mais
de 300 milhas semanais, bem acima da média do país. Na Grande Atlanta, os
longos deslocamentos diários e a ausência de alternativas robustas de
transporte público fazem do carro uma necessidade, e não uma escolha, tanto
para o trabalho quanto para atividades rotineiras.

  

Essa combinação de alto volume de rodagem com preços em
elevação cria um aperto financeiro proporcionalmente maior, mesmo em estados
onde o combustível ainda é mais barato do que em outras regiões.

Uma pesquisa nacional da AAA revelou que 59% dos americanos
apontam US$ 4 por galão como o valor a partir do qual começam a rever seus
hábitos de deslocamento. Metade dos entrevistados já considera US$ 3 por galão
elevado demais. Além disso, dois terços dos condutores afirmam mudar sua rotina
quando os preços disparam, reduzindo viagens ou cortando gastos em outras
áreas.

  

Na Geórgia, os preços atuais estão logo abaixo desse gatilho
de US$ 4, sinalizando que muitos motoristas já sentem o peso, mas ainda não
atingiram um ponto generalizado de ruptura.

  

A pressão, no entanto, não é exclusiva do estado.
Levantamento da LendingTree aponta que os maiores saltos de preço no último ano
ocorreram em Kentucky, Tennessee e New Hampshire.

 

Pesquisa do instituto Ipsos em parceria com a Reuters indica
que mais da metade dos americanos já sente o impacto financeiro da alta nos
combustíveis.

   

Para especialistas, a situação tende a se agravar na Geórgia
caso os preços ultrapassem a barreira dos US$ 4. Com poucas opções de
transporte alternativo fora da capital e distâncias longas tanto nas áreas
suburbanas quanto nas rurais, a saída provável será o corte em outras despesas
domésticas, e não necessariamente a redução dos quilômetros rodados.

 

Por enquanto, o estado ainda está abaixo do limiar crítico.
Mas, com a tendência de alta se mantendo, o próximo abastecimento pode deixar
de ser uma parada de rotina para se tornar uma decisão financeira de peso.

  













































Conectv Atlanta




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