Motorista de Uber em Atlanta ouve podcast sexualmente explícito durante corrida com adolescentes
Três jovens de 18 anos dizem que o motorista manteve, em volume alto, um áudio com descrições gráficas de sexo durante cerca de 15 minutos. A Uber afirma que investigou e adotou medidas contra a conta do condutor.
Segundo o relato das
passageiras, o episódio ocorreu em Atlanta, após uma visita à Universidade
Estadual da Geórgia. Elas afirmam que o motorista iniciou um podcast com
conteúdo sexual explícito e o manteve durante toda a viagem.
De acordo com as jovens,
além do teor do áudio, o condutor teria rido e feito contato visual pelo
retrovisor enquanto a gravação descrevia experiências sexuais em detalhes.
Procurada, a Uber
informou que apurou a denúncia e tomou “medidas cabíveis” em relação à conta do
motorista, sem detalhar se houve suspensão ou banimento.
Uma das jovens registrou
parte do trajeto no celular por se sentir insegura. Elas dizem que o podcast
incluía gemidos captados ao microfone e perguntas feitas por homens, com
descrições gráficas de experiências sexuais.
As passageiras afirmam
que o áudio estava alto e que a situação se manteve até o fim da corrida, de
aproximadamente 15 minutos.
A mãe de uma das jovens,
Tasia Mapp, disse ter ficado chocada com o nível de explicitude do áudio. Para
ela, o episódio mostra que as passageiras ficaram vulneráveis dentro do
veículo.
Mapp afirmou que preferiu
que a filha não confrontasse o motorista por medo de escalada da situação. Ela
também registrou queixa no Departamento de Polícia de Atlanta e publicou o caso
nas redes sociais.
Até agora, não foi
divulgado qual podcast era reproduzido. A empresa não informou se o condutor
foi suspenso ou removido definitivamente da plataforma. A polícia de Atlanta
foi acionada e o caso segue sob análise.
As jovens relatam que se
sentiram desconfortáveis desde o início da corrida e questionaram por que um
motorista escolheria esse tipo de áudio com três passageiras no carro. Uma
delas havia completado 18 anos duas semanas antes do episódio.
A advogada Kara Phillips,
que atua com vítimas de crimes violentos, afirmou que o caso é preocupante, mas
pode não resultar em acusação criminal, já que não houve contato físico e as
passageiras eram maiores de idade. Ela ressaltou, porém, que o cenário poderia
ser diferente se alguma delas fosse menor.
Phillips acrescentou que
o motorista pode seguir recebendo corridas enquanto a plataforma permitir. Após
a publicação do vídeo pela família, moradores da região de Atlanta passaram a
relatar episódios semelhantes.
Conectv Atlanta




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