Israel e Líbano suspendem hostilidades: cessar-fogo de 10 dias entra em vigor sob pressão de Trump

Acordo mediado pelos EUA abre caminho para as primeiras negociações de paz entre os dois países desde 1983


Israel e Líbano suspendem hostilidades: cessar-fogo de 10 dias entra em vigor sob pressão de Trump



O presidente Donald Trump
anunciou que Israel e Líbano chegaram a um acordo para um cessar-fogo de 10
dias, com início na quinta-feira às 5pm (horário da costa Leste dos EUA). A
trégua marca um momento raro na diplomacia do Oriente Médio e pode abrir
caminho para uma paz duradoura na região.

A negociação foi
conduzida nos bastidores de forma intensa. O secretário de Estado Marco Rubio
promoveu um encontro inédito entre diplomatas israelenses e libaneses na
terça-feira. Na quarta-feira à noite, após uma reunião do gabinete israelense
sem qualquer decisão, Trump ligou diretamente para Netanyahu e pediu o
cessar-fogo — o primeiro-ministro concordou com certas condições.

O governo libanês foi
pego de surpresa pelo anúncio de Trump. Autoridades do país disseram que era
improvável que o presidente Joseph Aoun concordasse, naquele momento, em falar
com Netanyahu. Aoun pediu para falar diretamente com Trump — e horas depois o
presidente americano ligou para fechar o acordo.

Os termos são delicados.
Pelo acordo, Israel mantém o direito de agir militarmente a qualquer momento,
em legítima defesa, contra ataques planejados ou em andamento. O Líbano, por
sua vez, se comprometeu a tomar medidas para impedir que o Hezbollah e outros
grupos armados realizem ataques contra alvos israelenses.

Netanyahu confirmou o
cessar-fogo em vídeo, mas deixou claro que as tropas israelenses permanecerão
em uma "zona de segurança ampliada" no sul do Líbano, próxima à
fronteira com a Síria. "É aqui que estamos. Não vamos embora",
declarou.

O Hezbollah reagiu com
cautela. O grupo afirmou ter "o direito de resistir" à presença
israelense e exigiu que qualquer cessar-fogo seja abrangente e não permita
liberdade de movimento ao inimigo. O grupo reconheceu o anúncio, mas não
confirmou explicitamente sua adesão.

Analistas interpretam as
declarações contraditórias de Israel e Hezbollah como uma tentativa de ambos os
lados de demonstrar força antes de eventuais negociações.

Trump convidou Aoun e
Netanyahu para uma reunião conjunta na Casa Branca — os primeiros diálogos
significativos entre Israel e Líbano desde 1983. O acordo também prevê que os
EUA facilitem negociações diretas para a demarcação da fronteira terrestre entre
os dois países.























O cessar-fogo chega após
semanas de bombardeios israelenses contra o Hezbollah. Os ataques deixaram mais
de 2 mil mortos no Líbano e aumentaram as tensões nas negociações em curso.
Para Trump, a trégua também serve a um objetivo maior: os EUA trabalham em
paralelo por um possível acordo de paz com o Irã.




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