𝗦𝗔𝗨́𝗗𝗘 𝗔𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘁𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗜𝗡𝗘
No dia 7 de abril celebra-se o Dia Mundial de Saúde, e para a ocasião o INE – Instituto Nacional de Estatística divulgou uma nova edição da publicação “Estatísticas da Saúde”, principalmente com indicadores de 2024.
Destacam-se os seguintes resultados:
Em 2024, existiam 242 hospitais em Portugal, 111 dos quais pertencentes aos serviços públicos de saúde e 131 hospitais privados. A predominância numérica dos hospitais privados iniciou-se em 2016 e abrange o Continente e as Regiões Autónomas.
Cerca de 75% dos hospitais existentes em 2024 eram hospitais gerais, ou seja, integravam mais do que uma valência. Entre os 61 hospitais especializados, mantinha-se a predominância da Psiquiatria (23 hospitais).
Em 2024, existiam nos hospitais 35,4 mil camas disponíveis e apetrechadas para internamento imediato, mais 91 camas do que em 2023 e o correspondente a 3,3 camas de internamento por 1 000 habitantes. Do total de camas, 68,6% estavam em hospitais públicos ou em parceria público-privada (PPP).
Em 2024, registaram-se cerca de 1,2 milhões internamentos nos hospitais portugueses e 10,5 milhões de dias de internamento. Depois de em 2020 ter sido registado o valor mais baixo da série iniciada em 1999, o número de internamentos registou acréscimos sucessivos e em 2024 ultrapassou, pela primeira vez, o número registado em 2019, em resultado de mais 18,7 mil internamentos em relação a 2023 (mais 1,6%).
Os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram, em 2024, a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando 85,1% dos atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, 79,9% dos atendimentos em urgência, 73,5% das cirurgias em bloco operatório e 73,0% dos internamentos.
Em 2024, foram efetuadas 23,9 milhões de consultas médicas nas unidades de consulta externa dos hospitais portugueses, mais 1,0 milhões de consultas (mais 4,5%) do que no ano anterior.
Em 2024, realizaram-se cerca de 8,2 milhões de atendimentos nos serviços de urgência dos hospitais portugueses, mais 77,5 mil atendimentos do que em 2023 (mais 1,0%).
Nos hospitais portugueses, em 2024, foram realizadas 1,3 milhões de cirurgias em sala operatória, mais 96,7 mil cirurgias do que no ano precedente e o número mais elevado da série iniciada em 1999.
Em 2025, a proporção de pessoas com uma percepção boa ou muito boa do seu estado de saúde situou-se em 52,7% a nível nacional, sendo mais elevada na região da Grande Lisboa (60,8%), Açores (56,4%) e Algarve (56,3%), sendo a mais baixa na região Centro (44,8%).
Relativamente à percepção má ou muito má do seu estado de saúde, Portugal situou-se nos 12,1%, sendo as mais pessimistas as regiões do Oeste e Vale do Tejo (15,6%) e Centro (15,6%). O Algarve registou 10,7% neste capitulo.
Em relação às limitações na realização de atividades devido a problema de saúde, Portugal registou uma média de 76,2% (sem limitação), 19% (com limitação não severa) e 4,8% (com limitação severa). No Algarve o registo situou-se em 77,9% (sem limitação), 17,4% (com limitação não severa) e 4,7% (com limitação severa).
A proporção de residentes que referiram a existência de doença crónica ou problema de saúde prolongado, o registo nacional situou-se em 44,1%, tendo como a mais elevada na Região Autónoma da Madeira (47,5%) e nas regiões Centro (46,8%), Oeste e Vale do Tejo (46,7%) e Norte (45,2%). As restantes regiões registavam valores abaixo da média nacional (44,1%), das quais se destaca a região do Algarve com o valor mais baixo (38,5%) e o único inferior a 40%.




COMENTÁRIOS