Órteses sob medida ampliam a autonomia de pessoas com deficiência de Barueri


Órteses sob medida ampliam a autonomia de pessoas com deficiência de Barueri Fernando Foca/Secom Barueri

A Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), tem fortalecido ações voltadas à autonomia e à qualidade de vida das pessoas com deficiência. Um dos destaques é o serviço de confecção e entrega de órteses, realizado pelo Departamento de Tecnologia Assistiva.  

O departamento está estruturado em dois setores: um voltado às pessoas com deficiência física e outro à deficiência auditiva. No campo da deficiência física, além da disponibilização de próteses, a equipe também é responsável pela avaliação, desenvolvimento e confecção de órteses personalizadas — dispositivos que auxiliam na funcionalidade dos membros e contribuem para o conforto e a independência dos usuários.  

É nesse contexto que Daiane Cristina Freire encontrou novos caminhos para sua autonomia. Com diagnóstico de neoplasia de medula espinhal e quadro de tetraparesia, a jovem passou a contar com órteses para membros superiores, o que tem contribuído para melhorar sua rotina e seu bem-estar.  

Saiba mais  

Atendimento especializado e personalizado  

“O acesso ao serviço começa com a apresentação de uma prescrição feita por um profissional de saúde, como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fisiatra ou neurologista. A partir daí, o paciente participa do Grupo de Orientação de Órtese e Prótese (GOOP), onde recebe informações iniciais sobre o processo”, explica a diretora do Departamento, Elaine Cristina Barbosa dos Santos.  

Na sequência, é realizado um atendimento individual com a equipe de Tecnologia Assistiva, composta por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Nessa etapa, os profissionais realizam uma avaliação detalhada, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também a realidade e as necessidades do paciente no dia a dia.  

Avaliação criteriosa para cada necessidade  

“No caso das órteses de membros superiores, a análise é conduzida pelas terapeutas ocupacionais, que investigam o histórico de uso, o diagnóstico e as características específicas das mãos, como a presença de deformidades ou encurtamentos musculares. Com base nessa avaliação criteriosa, é definido o modelo mais adequado para cada pessoa”, detalha a diretora, Elaine.  

Confecção própria garante agilidade no serviço  

Após essa etapa, a órtese é confeccionada na própria SDPD, sem necessidade de aquisição externa. Todo o processo é realizado por profissionais especializados, o que garante agilidade e personalização no atendimento.  

Mais conforto e funcionalidade no dia a dia  

Para Daiane, o impacto já é percebido na rotina. Segundo seu pai, João de Souza Freire, o uso das órteses tem feito diferença significativa. “Ela utiliza essas órteses porque são muito boas para os dedos dela, que estão atrofiados há muito tempo. As órteses ajudam a abrir mais as mãos, dão mais firmeza, além de permitirem adaptações para segurar uma caneca. A cada dia, isso vai trazendo mais conforto para ela.” 




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